II Encontro da Rede de Estudos Rurais

Tecendo o intercâmbio: o desafio do conhecimento sobre o mundo rural

 

 

Chamada para trabalhos - 2007

 

 

11 a 14 de setembro de 2007

9:00 às 18:00 horas

IFCS/UFRJ

Salão Nobre

Largo de São Francisco, nº 1

Centro – Rio de Janeiro/RJ

 

 

APRESENTAÇÃO – REDE DE ESTUDOS RURAIS

Os estudos sobre agricultura e mundo rural no Brasil têm-se multiplicado nos últimos anos, em diversas instituições universitárias e em numerosos centros de pesquisa especializados. Entidades como ANPOCS, SOBER, ABA, SBS, ANPEC, ANPUH, ANPPAS e AGB, entre outras, têm se constituído em espaço de discussão desses temas. No entanto, se a inserção nessas instituições tem se mostrado extremamente positiva por estimular o diálogo entre os estudos rurais e os demais campos temáticos das Ciências Sociais, não tem sido suficiente. Frente a isso, foi criada em julho de 2006 a Rede de Estudos Rurais, um espaço de intercâmbio de caráter interdisciplinar e inter-institucional, com um modelo flexível, sensível às questões emergentes no debate nacional e capaz de identificar novos temas, evitando a cristalização de grupos de pesquisa previamente recortados. A Rede de Estudos Rurais funciona através de duas atividades básicas: debates virtuais e encontros presenciais.

 

 

OBJETIVOS

O objetivo central do encontro é aprofundar o debate sobre temas relacionados ao mundo rural brasileiro, tais como: produtos transgênicos, a permanência da luta pela terra e dos conflitos no campo, disputas políticas em torno do significado e importância do agronegócio, denúncias sobre a presença de trabalhadores rurais em situações análogas à da escravidão, a emergência de novas formas de organização política, a crise “rurbana” e, mais recentemente, as implicações da expansão das culturas ligadas à produção de bio-combustíveis.

 

Além da discussão destes temas, o II Encontro da Rede de Estudos Rurais também objetiva:

·         Divulgar a Rede e seus objetivos;

·         Trazer novos pesquisadores para a Rede;

·         Experimentar novos formatos de debate;

·         Fortalecer a integração entre fóruns virtuais presenciais;

·         Fortalecer o caráter interdisciplinar e interinstitucional da Rede;

·         Envolver interessados com diferentes níveis de formação;

·         Evitar a aceitação generalizada de trabalhos, o que inviabilizaria o aprofundamento das discussões, mas não seguir um modelo elitizado e excludente.

           

Para atender a esses objetivos, o II Encontro da Rede de Estudos Rurais terá a seguinte estrutura:

 

·         Mesas Redondas (MR)

·         Grupos de Trabalho (GT)

·         Assembléia

 

CHAMADA PARA TRABALHOS (GTs)

Dando continuidade à metodologia adotada no I Encontro da Rede de Estudos Rurais, os coordenadores de cada GT selecionarão em torno de 20 trabalhos dentre os enviados e farão uma síntese das principais questões abordadas. Essa síntese será apresentada na sessão, pelos coordenadores, e debatida por todos. Esse formato, que já vem sendo experimentado em alguns congressos internacionais, permitirá que um número maior de pessoas inscrevam trabalhos, possibilitando um “mapeamento” do campo de debates e uma maior ênfase das discussões nas questões teórico-metodológicas envolvidas. Uma vez selecionados, os trabalhos ficarão no espaço virtual da Rede para consulta dos interessados. O coordenador também disponibilizará sua síntese com, no mínimo, uma semana de antecedência ao encontro.

 

Estão previstos os seguintes GTs e respectivos coordenadores:

 

GT1- A luta pela terra e a política fundiária

Coordenadores: Vera Lúcia Silveira Botta Ferrante (Uniara); Paulo Roberto Raposo Alentejano (UERJ); Luis Antonio Norder/UEL e César Augusto da Rós (UFRRJ)

O GT abre-se para pesquisas que tratem da temática proposta tanto do ponto de vista histórico quanto regional, buscando recuperar as diferentes dimensões das relações entre Estado, políticas fundiárias e lutas por terra. Estas podem ser entendidas como lutas pelo acesso à terra e como lutas pela permanência na terra, de forma a não segmentar um conjunto de demandas de agricultores que visam, em última instância, garantir suas condições de acesso aos recursos fundiários. Assim, além das formas de luta já reconhecidas como ocupações, acampamentos, resistência de posseiros, o grupo também se propõe a discutir as demandas por crédito fundiário, as reivindicações dos assentados e dos agricultores familiares por melhores condições de produção e acesso a mercado, assistência técnica, saúde, educação, inclusão digital etc.

 

GT2- Interfaces entre a questão agrária e a questão ambiental

Coordenadores: Jalcione Pereira de Almeida (PGDR/UFRGS); Maristela Simões do Carmo (UNESP; Unicamp) e Valéria Comitre (APTA-SP; Unicamp/FEAGRI)

Em alguma medida a questão ecológica esteve sempre presente nas procupações acerca das condições de reprodução do campesinato no Brasil. Entretanto, ela ganhou visibilidade e reconhecimneto maior a partir do final da década de 80, em virtude da difusão do movimento e do ideário ambientalista no país. O GT pretende reunir trabalhos de pesquisa que focalizem conflitos, reivindicações, formas de luta e organização de diferentes segmentos do campesinato brasileiro face à dimensão ecológica, perecepções de riscos ambientais por parte dos trabalhadores e seus representantes ou a ação de ambientalistas e suas organizações. Os trabalhos que integrarão o debate neste GT devem evidenciar, no bojo da questão proposta, o processo de valorização de grupos sociais (étnicos, tradicionais, etc), dotados de saberes e práticas ambientais correspondentes aos ideários da construção de sociedades sustentáveis. Devem também considerar a relação entre políticas socioambientais e (re)definição de territórios e de direitos diferenciados.

 

GT3- Canais e formas de expressão de grupos sociais

Coordenadores: Renata Menashe (UERGS; Fepagri); Jorge Romano/CPDA-UFRRJ e Marcelo Ernandez Macedo (UERJ/FAF)

Neste GT, os pesquisadores se agregam em torno da discussão de diversas formas de construção de interesses e de institucionalização de grupos sociais, orientados pela demanda de recursos ou pelo empenho em se fazer reconhecer socialmente. As questões que envolvem as construções políticas são diversas, entre as quais sugere-se o destaque das análises sobre associações, cooperativas, redes de intercâmbio, sindicatos, conselhos, grupos organizados por especialidades de gênero e ciclo de vida, etc.

 

GT4- Agricultura familiar e formas de organização do trabalho

Coordenadores: Heribert Schmitz (UFPA), Marcelo Carneiro (UFMA) e Dione Moraes (UFPI)

A ênfase nesta temática visa ultrapassar a reificação comumente associada à classificação agricultura familiar, por vezes bastando por si mesma para supor a compreensão da complexidade de formas que podem estar subjacentes a essa modalidade de organização da produção. Pelo GT pode-se então dar expressão aos inúmeros modos de alocação e recrutamento da força de trabalho, bem como considerar o papel de valores familiares nesses arranjos.

 

GT5 - Processo de trabalho, transformação produtiva e direitos sociais

Coordenadores: Marilda Aparecida de Menezes (UFCG) e Flavio Sacco dos Anjos (UFPelotas-RS)

Neste espaço de debate, acolhem-se reflexões sobre diversas formas de organização do trabalho, correspondentes aos inúmeros rearranjos ou reordenações produtivas que vêm se constituindo no setor rural ou agropecuário. Devem ser enfatizados os modos de reordenação das relações de trabalho assalariadas, objeto de reflexão ultimamente tangencial ou até mesmo ausente nos encontros de pesquisadores do mundo rural. Correlatamente, devem ser consideradas as dificuldades enfrentadas pelos assalariados rurais para sua organização política.

 

GT6- Saber e poder no campo

Coordenadores: Gutemberg Armando Diniz Guerra (UFPA); Joel Orlando Bevilaqua (UFGO) e Oswaldo Heller/UFPR

O GT visa agregar trabalhos que abordem a temática proposta de forma ampla, temporal e espacialmente, contemplando estudos acerca das práticas de caráter pedagógico e/ou cultural perpetradas sobre ou a partir do “campo”. As propostas de trabalho podem envolver desde questões ligadas a instituições escolares até aquelas vinculadas ao extensionismo e atividades afins, em distintas conjunturas históricas no Brasil. Serão também contemplados trabalhos que discutam as práticas relativas à construção, redefinição e institucionalização de “saberes” específicos destinados ao espaço agrário e imbricados à questão mais ampla do desenvolvimento do capitalismo no país. Além disso, que abordem, em distintos contextos históricos, as repercussões desses saberes sobre as práticas pedagógicas/culturais destinadas ao “espaço” agrário, seus agentes formuladores e implementadores, e ainda os espaços e modalidades de reprodução dos quadros técnicos ligados à “agricultura”.

 

Calendário

·         Envio dos trabalhos: 25/06/2007

·         Divulgação dos trabalhos aceitos: 25/07/2007

·         Divulgação da síntese dos Coordenadores dos GTs no site: 15/08/2007

 

Endereço eletrônico para o envio dos trabalhos e para outras informações:

rederural@agr.unicamp.br

 

Formatação dos trabalhos

Cada proposta deverá conter, na parte superior da página (cabeçalho), as seguintes informações: título da comunicação, GT escolhido, nome e endereço completo dos autores, telefone, e-mail, filiação institucional (ocupação, cargo ou função) e titulação. Quanto ao formato, os trabalhos deverão conter, no máximo, 15 páginas, fonte arial, espaço 1,5, citando bibliografia referenciada.

 

Maiores informações:

www.feagri.unicamp.br

 

Instituições Promotoras:

 

UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

CPDA - Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade

 

UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro

IFCS - Instituto de Filosofia e Ciências Sociais

PPGSA - Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia

 

UFF- Universidade Federal Fluminense

PPGSD - Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito

 

UFPE - Universidade Federal de Pernambuco

PPGS - Programa de Pós-Graduação de Sociologia

 

UFPR - Universidade Federal do Paraná

PPGS - Programa de Pós-Graduação em Sociologia

 

Universidade Estadual do Rio de Janeiro

FAF - Faculdade de Administração e Finanças

 

Universidade Estadual de Campinas

FEAGRI – Faculdade de Engenharia Agrícola

 

EMBRAPA Amazônia Oriental/PA

 


 

Comissão Organizadora

 

Nacional

Local

Maria de Nazareth Wanderley

UFPE/PPGS – Presidente

 

Sônia Bergamasco

Unicamp/Feagri

 

Alfio Brandenburg

UFPR/PPGS

 

Roberto Moreira

UFRRJ/CPDA

 

Dalva Maria da Mota

EMBRAPA Amazônia Oriental/PA

Roberto Moreira

UFRRJ/CPDA

 

Fátima Portilho

UFRRJ/CPDA

 

Gian Mário Giuliani UFRJ/IFCS/PPGSA

 

Elisa Guaraná de Castro

UFRRJ/DLCS

 

Marcelo Rosa

UFF/PPGSD

 

 

Georges Flexor

UFRRJ/CPDA/IM

 

César Augusto da Rós

UFRRJ/DLCS

 

Caroline Araújo Bordalo

Mestranda UFRRJ/CPDA

 

Janaína Tude Sevá

Mestranda UFRRJ/CPDA

 

Maíra Martins

Mestranda UFRRJ/CPDA